Leishmaniose

leishmanioseA Leishmaniose é uma doença que ameaça os cães e seus tutores. Você sabe como se defender e como defender seu melhor amigo?
 
 

O que é?

 
A Leishmaniose Visceral Canina é uma doença grave e fatal, tanto para o cão, quanto para o homem. É causada pela leishmania, um protozoário flagelado, presente em grande parte do mundo.
 
A Leishmaniose Visceral é reconhecida, atualmente, como uma das mais importantes zoonoses (doenças transmitidas dos animais para os seres humanos) pela Organização Mundial de Saúde (OMS), sendo o cão, o principal reservatório de infecção para o homem.
 
É uma doença normalmente fatal para os cães, já que seu tratamento não é permitido no Brasil. Há mais de 50 anos as autoridades de saúde eliminam os cães portadores da doença, apoiados em um decreto de 1963 (Decreto 51.858). O crescimento da doença comprova a ineficácia dessa questionável política.
 
 

Como é transmitida?

 
A Leishmaniose Visceral é transmitida ao cão e ao homem pela picada de um mosquito do tipo flebotomíneo (mosquito palha, birigui ou cangalhinha), infectado com o protozoário. Diferente de outros mosquitos, o birigui não necessita de água parada para o desenvolvimento de suas formas larvárias, dificultando o seu controle.
 
A partir do momento em que o cão possui a leishmania em sua corrente sanguínea e na pele, passa a ser fonte de infecção para os mosquitos, que por sua vez, podem contaminar outros cães e os seres humanos.
 
É o inseto, e não o cão, que transmite a doença de um animal para outro, inclusive para o homem!
 
 

Quais sintomas um cão com leishmaniose pode apresentar?

 
Por ser uma doença multissistêmica seus sinais são bem variados e inespecíficos no cão. Os sinais clínicos mais comuns são lesões de pele, linfadenomegalia (aumentos dos linfonodos), emagrecimento, atrofia muscular, onicogrifose (crescimento das unhas), lesões oculares, anemia e doença renal.
 
Podem apresentar descamação, ausência de pelo localizada ou generalizada, com ou sem presença de úlceras, pústulas ou nódulos.
As manifestações oculares mais comuns são devido a inflamação da pálpebra, conjuntiva, glândula lacrimal ou estruturas internas do olho, podendo levar o animal a diminuição ou perda da visão. A doença renal é a principal causa de morte nos cães com leishmaniose visceral.
Devido à variedade e à falta de sintomas específicos, o médico veterinário é o único profissional habilitado a fazer um diagnóstico preciso.
Como a Leishmaniose Visceral Canina pode ser prevenida?
 
O combate ao mosquito, com o uso de inseticidas no ambiente e de repelentes nos cães, associado às práticas de educação da população em relação à guarda responsável e controle da natalidade canina, identificação rápida e controle dos reservatórios e emprego de medidas de saneamento básico eram, até então, as únicas medidas de controle da enfermidade.
 
Atualmente, já existe uma vacina disponível que protege os cães, evitando o desenvolvimento da doença.
 
O programa vacinal deve ser associado às demais medidas de controle da enfermidade descritas acima.
 
Medidas adicionais de prevenção:
• Mantenha o animal dentro de casa ao entardecer (entre 18:00 e 06:00 hrs).
• Não leve o cão para áreas endêmicas (cidades onde a doença já existe).
• Coloque telas nas janelas e no canil, espalhe vasos de citronela pelo quintal.
• Limpe seu quintal. Recolha folhas, flores e frutos caídos, e as fezes dos animais; feche bem o seu lixo. Incentive todos os vizinhos a fazerem o mesmo.
• Denuncie e combata o desmatamento de áreas verdes em seu município. Esse é um dos fatores que contribui para a proliferação dos mosquitos nas áreas urbanas.
• Exija que sua prefeitura execute o programa de controle do mosquito transmissor. Isso inclui recolhimento das folhas, controle da exposição de matéria orgânica (lixões, aterros sanitários, granjas e terrenos baldios) e dedetização das casas.
Leishmaniose em gatos?
 
Acredita-se que gatos infectados possuam certo grau de resistência natural à doença, provavelmente relacionada à fatores genéticos. Apesar da ocorrência de infecções esporádicas, os felinos não são considerados, até o momento, um reservatório importante da doença, havendo poucas informações quanto ao potencial desses animais servirem como reservatórios. Também são pouco conhecidas a prevalência, a transmissão e o quadro clínico da enfermidade nessa espécie.
 
Fontes de pesquisa:

http://ocaonaoeovilao.org.br

http://www.leishmune.com.br

http://www.tecsa.com.br