Lar temporário permite ampliar acolhimentos

Quinta, 05 Setembro 2013 10:04
Fonte: http://www.e-tribuna.com.br/

DivulgaçãoPetrópolis tem muitas ONGs, grupos e protetores independentes que, com responsabilidade e consciência, se dedicam à causa animal. Parte deles faz um importante trabalho de recolhimento, tratamento e doação de cães e gatos abandonados, o que, além de ser essencial do ponto de vista do bem-estar animal, é um serviço de utilidade pública.

Para fazer os recolhimentos, as entidades muitas vezes recorrem a uma alternativa que vem dando certo: o lar temporário. Trata-se de pessoas que se dispõem a doar espaço e tempo para abrigar e cuidar dos bichinhos assistidos pelos grupos de proteção. Os voluntários de lar temporário não têm nenhum custo e ficam como peludo enquanto este não consegue um lar definitivo.

“Muitas pessoas nos procuram querendo ajudar, mas não sabem como. Essa é uma ótima forma, já que uma hospedagem custa em média R$ 100 por dia. É um dinheiro que, se tivermos onde deixar o bichinho durante a sua recuperação ou mesmo enquanto ele não tem uma família definitiva, pode ser investido em tantas outras coisas, como um novo acolhimento”, explicou Verônica Valardan, do Pró Patinhas.

O grupo não tem um canil ou abrigo, pois sabe que estes são métodos comprovadamente ineficazes, já que o local se torna um depósito de animais e de disseminação de doenças, à exemplo de ONGs como a Suipa, no Rio de Janeiro. Dessa forma, o Pró Patinhas e boa parte das entidades da cidade têm na falta de espaço um dos principais problemas a serem resolvidos para que os atendimentos possam continuar sendo feitos.

O lar temporário, porém, pode também se tornar um lar definitivo. Foi o que aconteceu com Leila da Silva Guerra, 62 anos. Há quase um ano ela deu abrigo ao vira-lata Homer. A intenção era encontrar uma família que o adotasse, mas o filhote (na época) conquistou Leila e mãe dela, com 92 anos, que após a chegada do cãozinho teve uma melhora significativa no quadro de Alzheimer. “Escuto muita gente dizer, diante de situações de maus-tratos ou abandono, que alguém tem que fazer alguma coisa. Este alguém somos todos nós. Cada um deve ajudar como pode”, afirmou Leila.

Verônica explica que o lar temporário pode ser oferecido a um animal que passou por uma cirurgia e precisa de cuidados especiais, a uma cadela grávida que precisa ter os filhotes em local seguro ou a filhotes recém-nascidos que foram abandonados. “Durante a estadia do animalzinho, todas as despesas ficam a cargo da entidade que o resgatou: vacinas, atendimento veterinário e ração. A pessoa oferece um cantinho, carinho, cuidados e atenção até o dia da adoção”, ressaltou a protetora, lembrando que os abrigos em várias partes do Brasil vivem super lotados e os animais acabam morrendo com alguma doença. “Se houvessem mais pessoas dispostas a oferecer lar temporário, certamente o futuro de muitos dos cães e gatos que vão parar nos abrigos seria bem diferente”, pontuou.

Os interessados em oferecer um espaço na própria casa para abrigar e cuidar de um bichinho carente podem entrar em contato com o Pojeto Pró Patinhas por meio do site ou da página no Facebook. Os endereços são o www. projetopropatinhas.com.br e na rede social é ofacebook.com/projetopropatinhas. O e-mail do grupo é o projetopropatinhas@gmail.com. Os critérios para ser um voluntário são ter um espaço seguro e adequado para animal, com muros que impeçam fugas, proteção do frio, da chuva e do sol, e disponibilidade para os cuidados básicos como alimentação e possíveis administrações de medicamentos.


Carolliny

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“Nós, seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Por isso, quem chuta ou maltrata um animal é alguém que ainda não aprendeu a amar” – Chico Xavier